Problemas à vista?

Aos poucos os sinais vêm mostrando que, ao que tudo indica, o ano não será nada positivo para o Brasil. O problema do abastecimento de água e o desafio energético em geral estão começando a deixar patente o problema de infraestrutura no Brasil: é, simplesmente, impossível garantir desenvolvimento econômico no país sem uma reforma radical do setor brasileiro de infraestrutura. Por outro lado, estatais que antes contribuíam significativamente para o cumprimento do superávit primário como a Eletrobrás e a Petrobrás seguem dando prejuízo e estão esgotando as reservas de lucros. O resultado disso é alarmante: conforme amplamente noticiado, as contas do setor público fecharam 2014 com o primeiro déficit da história!

Paralelamente a isso, a Petrobrás está dando sinais que não sairá da crise tão cedo. Na verdade, as preocupações do mercado com a corrupção e as crescentes dificuldades para entrega das demonstrações financeiras auditadas já têm gerado consequências negativas para Petrobrás: a agência de classificação de risco de crédito Moody’s já rebaixou três vezes todos os ratings da Petrobrás nos últimos quatro meses e a Operação Lava-Jato vem dificultando seriamente o ritmo de investimentos da Petrobrás. Em função de tudo isso, a Petrobrás tem o grande desafio de rever seu plano de crescimento e, ao mesmo tempo, dar conta de todos os projetos em aberto de crescimento como a participação de 30% em cada poço explorado do pré-sal. Será que estes são sinais de que há mais problemas à vista?

Artigo publicado originalmente no Jornal Zero Hora do Dia 31 de Janeiro de 2015.

 

 

 

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