Crise e Bem Comum

 

Não há dúvidas de que o Brasil está passando um momento de crise de governabilidade, de crise política e de crise econômica sem precedentes. A sensação que se tem é de que o país está estagnado sem capacidade de reação. As instituições políticas parecem estar atuando de maneira desencontrada e há dificuldades claras de interação entre legislativo e executivo. Esse cenário político precário está gerando quedas sucessivas na bolsa e, quando o assunto é economia, as notícias não são mais animadoras: desvalorização do real frente ao dólar em 40,9% na comparação com o mesmo período de 2014 e a inflação que registra 9,56% no acumulado dos últimos dozes meses. Paralelamente a isso, as investigações policiais da Operação Lava-Jato parecem não ter fim e continuam a descortinar cada vez mais esquemas de corrupção nos mais variados âmbitos institucionais e econômicos. Todos esses elementos têm gerado uma espécie de crise de credibilidade generalizada, que tem paralisado brasileiros e brasileiras.

Essa sensação está presente, porém, porque estamos num processo de transição. Se olhamos para trás na história não vamos nos cansar de ver exemplos de crises, que geraram melhorias importantes e correções importantes de rumo. Em todas essas crises, porém, as melhorias ocorreram, porque, em algum momento, aquele processo caótico foi se transformando, aos poucos, em processo de aprendizagem. Para isso, entretanto, as partes envolvidas precisam deixar de lado seus interesses individuais e conseguir pensar no bem comum. Bem comum: palavra antiga, talvez antiquada, mas que parecer ser a bússola para guiar o caminho para fora da tempestade, que está instalada no Brasil.

 

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