2016: ano da superação ou da recessão?

Talvez não seja demais afirmar que, em 2014 e 2015, um processo de crise profunda e estrutural do Brasil atingiu seu ápice: problemas típicos brasileiros, com os quais tínhamos nos habituado a conviver, de repente, parecem estar sendo questionados de todos os lados e, pela primeira vez, parecem estar sendo enfrentados. Não está ainda claro se esse enfrentamento está acontecendo da forma correta. Isso, como dizia Hegel, só o “Tribunal da História” vai julgar, mas em todos os âmbitos há demandas claras por mudanças estruturais, como, talvez, desde a redemocratização, não se via no país.

Nos âmbitos político e econômico, parece que os respectivos modelos de gestão e desenvolvimento estão esgotados. Está ficando claro que a forma como temos feito política e negócios precisa ser profundamente revisada. Fala-se em renovação em todos os segmentos. Em especial, tanto na economia, quanto na política estamos vivendo uma situação de crise sem precedentes: no ápice desse processo, a operação Lava-Jato escancarou de vez a relação promíscua típica brasileira da política e da economia e os seus efeitos ainda vão se fazer sentir por muito tempo. Mas esse cenário também alcança outras dimensões: em função do fracasso da seleção brasileira e dos escândalos da CBF, procura-se novos caminhos para fazer nosso futebol brilhar de novo. Mesmo o vôlei, outro esporte de tradição brasileira, que tinha imagem impecável na mente do torcedor, também vive momento de crise e de busca de novos caminhos.

Há duas formas de se encarar esse cenário: o empreendedor encara com otimismo, trata os problemas como desafio, como oportunidade, já o burocrata pessimista fala em recessão. Fica, portanto, a reflexão de início de ano: 2016 será o ano da superação ou da recessão?

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